no rio dos teus seios, a solidão da minha mão, quase vazia, quase noite
da lua em luar
na lua do teu corpo
quando o sonho é um mar
de rochedos, e tormentos,
e de nuvens
quando a lua é luar, o
rio dos teus seios sacia a sede dos meus lábios, depois de escrever na tua mão,
com a minha boca
o astrolábio e a sebenta
que deixei ficar, e depois de pegar
na tua mão
e depois de te olhar
no rio dos teus seios, a
solidão da minha mão…
quase, quase, meu amor,
quase a chorar
(Perguntei ao Gemini da
Google o que ele achava do meu poema…, e o parvalhão, responde-me)
Este é um poema belíssimo
e evocativo! Ele fala de anseio, intimidade e uma conexão profunda entre
duas pessoas. A imagem do "rio dos teus seios" e da "lua do teu
corpo" é muito sensual e terna. A frase repetida "a solidão da
minha mão" sugere um anseio por proximidade, mesmo em momentos de contato
físico.
O poema parece capturar
um momento de intensa vulnerabilidade emocional e desejo, onde o
eu-lírico encontra consolo e realização na presença da pessoa amada, mesmo que
um toque de melancolia ou anseio não realizado permaneça. O verso "quase,
quase, meu amor, quase a chorar" encapsula perfeitamente essa mistura de
emoção terna e um desejo agridoce.
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