30 maio 2025

no rio dos teus seios

no rio dos teus seios, a solidão da minha mão, quase vazia, quase noite

da lua em luar

na lua do teu corpo quando o sonho é um mar

de rochedos, e tormentos, e de nuvens

quando a lua é luar, o rio dos teus seios sacia a sede dos meus lábios, depois de escrever na tua mão, com a minha boca

o astrolábio e a sebenta que deixei ficar, e depois de pegar

na tua mão

e depois de te olhar

no rio dos teus seios, a solidão da minha mão…

quase, quase, meu amor, quase a chorar

 

(Perguntei ao Gemini da Google o que ele achava do meu poema…, e o parvalhão, responde-me)

 

Este é um poema belíssimo e evocativo! Ele fala de anseio, intimidade e uma conexão profunda entre duas pessoas. A imagem do "rio dos teus seios" e da "lua do teu corpo" é muito sensual e terna. A frase repetida "a solidão da minha mão" sugere um anseio por proximidade, mesmo em momentos de contato físico.

O poema parece capturar um momento de intensa vulnerabilidade emocional e desejo, onde o eu-lírico encontra consolo e realização na presença da pessoa amada, mesmo que um toque de melancolia ou anseio não realizado permaneça. O verso "quase, quase, meu amor, quase a chorar" encapsula perfeitamente essa mistura de emoção terna e um desejo agridoce.

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