seríamos tão loucos se nos deitássemos numa cama de minerais acesos, seríamos luas desejadas, no veneno de uma corça, seríamos tão loucos, entre os poucos abraços da madrugada,
quase que seríamos as
palavras, e outras pétalas contadas, se os dedos de uma mão, a tua mão,
seríamos o pão, a jangada do silêncio, seríamos desejo, cancela, portão
na seara abandonada,
seríamos tão loucos, meu amor, se nos deitássemos numa cama partilhada,
poeticamente vestida, e que debaixo do teu travesseio, a loucura de um rio que
galga os teus seios, que adormece no teu ventre, seríamos tão loucos, meu amor,
se nos deitássemos numa cama de sémen…
enquanto esperamos o
vento
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