27 maio 2025

em delírio, recebo a tua boca na sonolência da noite

o sono abraça-nos, nos alimenta e constrói em nós, uma nova manhã

um outro dia, em delírio, quase poema a tua mão, quase também chuva, o teu cabelo abstracto de um simples olhar

da noite, sobrou apenas o orvalho

e a espuma de uma madrugada, enquanto o sol se ergue da senhora da cunha, enquanto ainda acredito

 

que em delírio receberei sempre a tua boca…