em delírio, recebo a tua boca na sonolência da noite
o sono abraça-nos, nos
alimenta e constrói em nós, uma nova manhã
um outro dia, em delírio,
quase poema a tua mão, quase também chuva, o teu cabelo abstracto de um simples
olhar
da noite, sobrou apenas o
orvalho
e a espuma de uma
madrugada, enquanto o sol se ergue da senhora da cunha, enquanto ainda acredito
que em delírio receberei
sempre a tua boca…