Uma janela no teu olhar, um carrossel cândido e suspenso no fino arame de silêncio,
Uma pedra que sofre, que
aos poucos, morre também
A manhã quase gente,
quase árvore na despedida,
Uma janela sempre
encerrada, esfomeada, cansada e doente,
Uma janela tão negra como
a noite, outra vez, tão despedida,
Como o poema, depois de
morrer
Uma janela sempre
encerrada, sempre mal-iluminada, sem tempo, sempre
O fogo clandestino de uma
mão sombria no rosto de uma criança, uma janela com dor, porque é uma janela,
porque nunca será flor ou amor
Ou novamente, poema
Uma janela no teu olhar,
um carrossel cândido e suspenso no fino arame de silêncio, sempre que chove,
novamente ausente, que depois regressa, e se deita,
E morre, também,
E é também janela, e é
também…
Um pedaço de aço
inoxidável
16/05/2025
03:41
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