31 maio 2025

aos poucos

já quase não me tocas, quase que não são noites

as minhas noites, sem sentido, tudo

até as palavras que escrevo, até a lua que olho na madrugada

quase espada, cravada,

no meu peito, quase que não sinto o rio dos teus seios,

quase que que me alimento, não me alimentando do teu corpo,

quase que morro,

aos poucos, de tristeza

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