dá-me a tua mão semeada de silêncios, impregnada de palavras, florida em marés de encanto
a tua mão entre
madrugadas, no prazer do vento,
que leva o teu cabelo
e traz da primavera o
sabor do beijo
desejado, abraçado ao
luar dos teus lábios
a tua mão meu amor quase
a auréola boreal de uma caricia, te toco, e é quase noite nos teus olhos,
dá-me a tua mão semeada
de silêncios, sempre ausente
da minha mão que procura
a enxada e a tua mão semeada, e da terra lavrada,
a seara loira menina,
cresce tanto o sorriso da jangada
pronta para atravessar o
rio
a tua mão, desejada,
dá-me a tua mão semeada de silêncios,
acorrentada à primeira
lágrima do amanhecer, e se a tua mão o querer, se o ser, que seja a tua mão a
palavra
ou a tua mão semeada de
silêncios