a charrua que a terra come, do centeio loiro ao cume da montanha
quando a flor é pintura,
e de uma pequena pétala de chuva,
acorda um verso, e
ergue-se o silêncio dos teus lábios,
peço ao deus dos teus
olhos, a luz, a vontade de caminhar sobre a terra que come a charrua, e sempre
que a sinto, também peço à lua, também rezo ao vento,
que outra charrua se
levante e revolte,
que outra terra coma esta
pobre charrua…
e que também seja gente
na primeira primavera do
teu cabelo à última noite do teu desejar,
e que seja esta pobre e
ferrugenta charrua também a charrua do teu olhar…
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