um pouco mais de azul se do silêncio teu cabelo, uma nuvem de cianeto sobrevoar as primeiras lágrimas da manhã,
é quase o vazio, quase o sorriso de um rio
o pão com manteiga, quase o café esquecido sobre a mesa
um pouco mais de azul a lápide onde escrevo o meu nome, do sítio de onde parti, e que desejo regressar…, um dia, um pouco mais de azul.
um pouco mais de azul das estrelas do teu olhar, nas marés vivas que assombram os teus lábios,
e que quase
ofuscam o luar.
e que quase, com um pouco mais de azul, se do silêncio teu cabelo se reescrever um poema, é insónia
um pouco mais de azul se dos teus olhos se abrirem todos os girassóis do campo granjeado,
pincelado pelas mãos de uma criança.
um pouco mais de azul, o dia… e a esperança.
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