Sentir o vento crescendo nas planícies secretas dos teus olhos, ter na mão o destino de uma palavra, serena, tão incrédula como a última estrela da madrugada,
Sentir que talvez o vento crescendo, se alimente de uma só vez
Da tua boca quase mel, que só a manhã sabe o seu significado
Tudo tão incrédulo, suspenso no silêncio das tuas palavras lançadas ao mar
E que delas um dia crescerão as sílabas de um chão quase terra, quase
Algodão a tua pele
Sentir, se o vento é a flor do teu sorriso, sentir o perfume da madrugada descendo, correndo
A rua destemida, também ela incrédula, também ela
Uma semente que te espera
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