21 abril 2025

o teu olhar

a noite quando regressa traz com ela as tuas invisíveis mãos, que tocam o meu rosto também ele indefinido, também ele, invisível como o silêncio dos teus lábios,


regressa a noite constante e infinita, depois um círculo de luz com a cor dos teus olhos poisa docemente no meu corpo, percorre-o, e sinto que dentro de mim foi semeada a paixão de uma lágrima, depois do sono.


a noite é fria enquanto não me tocas e sei que jamais acordará outra noite, que pertencia a esta noite, e que partiu, num dia de chuva,

depois o vento levou a noite, levou o teu olhar e a tua voz,

depois o vento lançou contra mim as pedras envenenadas que sobejaram do sofrimento do mar,


e nunca mais desenhei o teu olhar no sorriso de um luar!


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