20 abril 2025

O fogo silêncio do poema

O fogo silêncio do poema que voa sobre o teu corpo quase transparente como a solidão,

O livro delírio de ter-te na minha mão que escreve no teu seio ao acordar, a palavra amar,

Se o te amar, é o mar

Do teu doce olhar.

O fogo silêncio do poema, quando a tua mão está quase cheia de luz, e um soldado finge que morre, a manhã é uma pedra lançada contra o vento,

Os teus lábios são os meus sonhos,

Que te desejam nas pálpebras de uma fotografia.

E sinto o teu corpo em fogo depois de um desejo quase sonho, não te tocar, mas eu sei que o rio é um círculo de silêncio, na tua boca quando o livro de um pássaro, é o sorriso da chuva que quase ninguém sabe o nome,

Que o fogo silêncio do poema, semeia no teu sexo, também ele, em fogo silêncio... Do poema.


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