A caneta quase suspensa no espelho da chuva, a palavra sufocada num instante suspiro pensando que o rio é um disfarçado malmequer pincelado de luz,
E da caneta, sorrisos de espuma que o teu cabelo levita acreditando que não é fácil ter um pássaro vestido de círculo pousado na cabeça da terra.
Depois, quase palavras envolvendo a caneta como se apenas o sol fosse o único poema para adorar, quando uma pedra qualquer
Saberá de paixão muito mais do que o sol e muito mais do que a lua,
Depois, a sonolência quase também uma fotografia de ontem sabendo que hoje,
A caneta é quase sabre na mão do poeta que precisa do teu ventre corpo para que a vida seja quase que um abraço na boca do destino...
A caneta quase suspensa no espelho da chuva, e o poeta olha-a sabendo que mal a chuva cesse, a caneta terá um outro olhar, outro lugar, e uma nova página em branco espuma para sonhar.
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