se uma gaivota morrer, a estrada nos leva a outra primavera
muitas outras lareiras e muitas outras manhãs incertas, quase despidas, quase espertas
o olhar da tristeza ou até quase o silêncio do rio
o barco que se afundou, e repentinamente
acordou e se ergue e se revolta, se uma gaivota
morrer, e se não houver mais frio e se não houver mais sofrer
a estrada nos leva a outra primavera, a outra montanha
com novas palavras, com muitas ribeiras e um novo rio…
se uma gaivota nos leva, e se a estrada morrer, nasce uma nova primavera, e cresce uma nova flor e uma alegre vontade de viver.
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