O quadrado quase chuva, quase a manhã a acordar, quase a cor do silêncio, na dor do frio
A geada quase cor, quase inverno, quase quadrado, triângulo invertido descendo pelo vento, e depois
Quase que gente, quase
Que um simples lamento
O quadrado quase chuva, se o martírio for apenas a abelha que poisa na noite, que come a noite, em pedacinhos de mel
O quadrado também é gente, também
Quase que sente, quando o primeiro parafuso do poema…
Se veste de tristeza,
E o quadrado quase chuva
Quase beleza
O quadrado quase chuva, o rio que sofre, o rio que sobe a montanha, quase que uma pequena migalha, que quase que o quadrado,
É apenas um quadrado
É apenas limalha
Se o quadrado o quiser, quase que chuva, o quadrado é palavra, também é
Também é a alvorada, a mulher que vai à fonte, e o quadrado
O quadrado um pedaço de nada
O vácuo o vazio sem ninguém, todos ausentes, o quadrado semelhante corpo delgado, simplificando a tarde com sombras de chocolate
(O quadrado quase chuva, quase a manhã a acordar, quase a cor do silêncio, na dor do frio
A geada quase cor, quase inverno, quase quadrado, triângulo invertido descendo pelo vento, e depois)
Poderá um dia o quadrado ser chuva?
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