a calçada que tropeça,
o silêncio que acorda e grita, e penso
que se foda o silêncio
e toda a sua comandita,
o carro que quebrou, o
vento que deixou de soprar e as velas do meu veleiro, olham o mar
e esperam pelo novo
vento, e que traga o encanto
e o alimento
de um novo sonhar
e de uma nova janela observo
a calçada que tropeça
que um punhado de aço é
transformado numa peça
que o silêncio depois
de acordado
que nada me peça
e me impeça
de ser o poeta amado
e a calçada que teima
em tropeçar, e que cada pedra é um sorriso e um novo olhar
e que cada pedra ontem
atirada
é hoje uma palavra;
a palavra calçada.
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