28 fevereiro 2025

a calçada que tropeça

a calçada que tropeça, o silêncio que acorda e grita, e penso

que se foda o silêncio e toda a sua comandita,

o carro que quebrou, o vento que deixou de soprar e as velas do meu veleiro, olham o mar

e esperam pelo novo vento, e que traga o encanto

e o alimento

de um novo sonhar

e de uma nova janela observo a calçada que tropeça

que um punhado de aço é transformado numa peça

que o silêncio depois de acordado

que nada me peça

e me impeça

de ser o poeta amado

e a calçada que teima em tropeçar, e que cada pedra é um sorriso e um novo olhar

e que cada pedra ontem atirada

é hoje uma palavra;

a palavra calçada.


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