04 janeiro 2025

Livro

Foi este pequeno livro que escrevo e sinto, que a lua não é uma mentira, mas apenas uma janela para o dia, 

disperso o meu destino é uma pedra sendo que o teu corpo nu é o poema vestido de luz. 


Foi este pequeno livro que senti no inferno chão da rua poesia que eu serei também um papagaio voando sobre a paixão, do mundo abraço, a lua lágrima que a sonolência deixou sobre a secretária, 

me perco no labirinto desejo preso com o olhar da chuva... 


É uma fisga de luz para o sótão, mas a casa não tem paciência para o meu corpo, 

e eu toco no inferno e eu quase manhã quase janela quase, 

primavera nos teus olhos.


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