Arde em mim o sabor da paixão
o núcleo escuro do desejo, a equação
diferida, adiante no ponto mais infinito dos lábios
arde em mim o sabor da palavra, o gomo mais secreto do beijo
saberá o poeta o nome daquela madrugada junto ao mar?
Que arde em mim, a lareira incendiada, das coxas o milagre de uma estrela, olha a sabedoria, escreve no mar, escreve nos olhos da menina com olhos de mar,
saberá o poetão que é amar?
Uma pedra, eu amarei enquanto houver vento
enquanto arde em mim o silêncio da alvorada, uma espada
em mim,
arde em mim o livro
mágoa depois da chuva: a mão do orvalho…
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