02 janeiro 2025

Aqui, que será o fim

Aqui. Fogo sábado enquanto há vida na lareira da última noite do deserto,

aqui.


Sentado, a pedra cinzenta depois da despedida

antes, aqui

o inferno musseque,

aqui,

distante do capim assombrado, ausente

aqui morre o poeta…


Aqui, sábado o fogo, a janela de acesso ao poço, a janela

aqui também, ela, adormecendo nas lágrimas de uma fogueira,

aqui.


Aqui quase carne putrefacta, tão fértil das algibeiras casteadas sob o orifício do silêncio,

aqui. 


Aqui, que será o fim.


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