01 janeiro 2025

Além-mar que embriaga a lua tua voz quase o dia...

Também outra pessoa outra coisa uma outra pessoa outra janela outro dia outra janela outro dia também 

E quase a correr para o sótão e 

Também ausente destes arautos comestíveis, o quase mendigo 

Terá de ser lua quando o livro é uma mentira também como tudo mentiras, 

Também ausentes, os pássaros do Douro que desenham no silêncio da chuva o cheiro do sol poema. 


Também ela louca e que morrerá dentro do castelo assustado na mão do comboio um apito para o meu olhar, 

Segue-se ao teu corpo nu uma cidade escondida na escuridão da noite prometida, para o 

Sótão, mas a casa não tem paciência também ausente pedra na boca do inferno... 


Estou aqui, meu amor que não é uma lâmpada destinada ao verde dos plátanos de onde oiço o último poema do ano. 

Encarnado. Ser o soldado quase solidão cidade portuária rompendo o porão da chuva, ser humano e quase também uma fotografia na sanzala da manhã quase janela para o teu cabelo, 

Encarnado, o mar pertinho do meu coração quase também uma carta de despedida. 


Além-mar que embriaga a lua tua voz quase o dia...



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