A água pedra sendo o sombreado silêncio que te escrevo para que o teu corpo de luz adormeça nos meus braços nus tu nua na escuridão do nosso quarto esconderijo desejo de um livro.
O beijo poema no delírio dos teus lábios quando apenas preciso dos teus olhos para declamar o poema à lua do teu cabelo quase vento quase dia quase também uma fotografia no espelho da chuva.
Sinto-te na mão com que desenho no teu sexo a noite quando romper a paixão na tua mão também,
sinto-te na mão com que escrevo no teu seio todos os pássaros do douro,
sinto-te quando o meu corpo e o teu corpo deixam de ser o teu corpo e o meu corpo, e um só corpo nu amo-te na tua alma quase toda uma noite no chão terra da chuva...
E a água pedra sendo o sombreado silêncio que te escrevo ontem ou hoje quase noite quase vida quase noite quase que uma árvore.
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