13 dezembro 2024

Quão frágil a manhã

(para a Cristina)

Quão frágil a manhã no rio esquerdo que avança

da pedra cinzenta levante e leve

sobre a água límpida e cintilante sem o saber

no dizer errante depois da chuva também ausente

 

Quão frágil a manhã quase criança

quase bebé

na palavra manhã

quão frágil o horizonte da ribeira encurvada

 

Quão frágil a madrugada

e o poema

e a palavra

 

Quão frágil a manhã no rio

a manhã do dia

em poesia em delírio frio

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