11 dezembro 2024

O fogo não pertence ao verde dos plátanos, e nunca saberei o seu nome...

O fogo não pertence ao verde dos plátanos que uma pequena pétala de luz quase noite quase vida deixa sobre o rio, 

do amar e do ser lua quando o livro é um abraço na despedida de uma cidade. 


O fogo está quase água e o soldado menino não tem mais lágrimas para semear no chão terra da casa. 

O fogo é uma mentira também como tudo, mentiras e desilusões de um poema absorvido por deus enquanto a noite é uma lâmpada de sono quase cadáver. 


O fogo que o mundo em construção da manhã não está a correr para o sótão, que eu serei também ausente destes dias, destino de uma sílaba amor e que morrerá dentro do sítio invisível do milagre. 


O fogo não pertence ao verde dos plátanos, e nunca saberei o seu nome...


Sem comentários:

Enviar um comentário