As labaredas dos teus olhos poisadas sobre esta página onde escrevo e te observo de soslaio mar que embriaga o teu corpo de néctar abençoado por esta palavra escondida na escuridão da tua boca faminta.
Esse luar que tens no cabelo em pedacinhos de fio luz nua na noite da chuva, se o capim do meu cigarro uma nuvem de sol, dos teus lábios de quase mel a lua não uma sombra encadeando as muralhas da manhã,
abraço-te acreditando que o teu cabelo é uma seara de vento no chão terra da saudade...
Os teus olhos quase mar veneno do desconhecido que habitavam na saliva do soldado menino que está no sorriso da minha mãe,
e este poema é um pedaço de vidro que lança o mel dos teus lábios para a mão do poeta versos que eu serei também o olhar ausente destes momentos,
sentido as labaredas dos teus olhos!
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