23 dezembro 2024

Amar-te quase nada eu ser

Que quase bruma a noite depois da solidão mergulhada em deus, gotinhas de luz para o meu olhar tocar no teu seio quase espuma quase pássaro...

A água vida quase estrela na saliva do desconhecido vento, sentindo o cheiro do sol poema na mão do poeta.

O teu corpo nu meu amor que nunca seja um desenho mas desejar-te dentro da minha vida quase tarde na doce madrugada quase bala em delírio no inferno chão que a lua é uma pedra sendo degolada pelo teu cabelo.
O dia outra janela para o abismo da minha mão, sentir o perfume da tua pele quando a minha boca escreve em ti a solidão da noite.

Amar-te quase nada eu ser a lareira que os teus olhos semeiam na terra invisível a charrua sob a árvore que acredita em deus, eu quase manhã na tua cama, eu quase nada na tua vida...

Que quase bruma a noite depois da solidão, eu pertencer ao verde dos plátanos azuis que o rio desenha na alvorada,

Quase nada, eu.

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