Que quase bruma a noite depois da solidão mergulhada em deus, gotinhas de luz para o meu olhar tocar no teu seio quase espuma quase pássaro...
A água vida quase estrela na saliva do
desconhecido vento, sentindo o cheiro do sol poema na mão do poeta.
O teu corpo nu meu amor que nunca seja um desenho
mas desejar-te dentro da minha vida quase tarde na doce madrugada quase bala em
delírio no inferno chão que a lua é uma pedra sendo degolada pelo teu cabelo.
O dia outra janela para o abismo da minha mão,
sentir o perfume da tua pele quando a minha boca escreve em ti a solidão da
noite.
Amar-te quase nada eu ser a lareira que os teus
olhos semeiam na terra invisível a charrua sob a árvore que acredita em deus,
eu quase manhã na tua cama, eu quase nada na tua vida...
Que quase bruma a noite depois da solidão, eu
pertencer ao verde dos plátanos azuis que o rio desenha na alvorada,
Quase nada, eu.
Sem comentários:
Enviar um comentário