À terra líquida profundeza milenar da primeira lágrima da manhã, quase dia, quase palavra
a sílaba dos teus lábios de mel entre as quatro paredes do meu desejo,
à minha mão o teu corpo que se esconde nos meus dedos,
que se inventa na minha mão se no teu cabelo uma auréola de silêncio, quase que uma pétala nos teus olhos de mar.
Olho-te e sinto o verso infinito quase melancolia, quase destino
seres o rio dos meus olhos e seres os olhos,
dos meus olhos também,
do meu rio quase.
Na terra quase líquida o fogo que da tua mão se espalha até à montanha, que nos teus seios quase milagre noite em vida o silêncio de uma estrela,
o meu corpo quase líquido à terra líquida profundeza milenar da primeira lágrima da manhã, quase dia, quase palavra…
a madrugada.
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