Tudo, tudo é morte
Sentindo
Tudo,
Tudo parece caminhar para o mar,
E de tudo o que me absorve, oiço a enxada do silêncio
Que desmata o corpo circunflexo da paixão,
E tudo é tão simples,
E tão infinitamente,
Complicado. Tudo
Caminha sem o saber, para o mar.
Tudo é tão derradeiro, tudo
É tão vazio, como o vazio da tua ausência.
Tudo é uma pedra
Ou um lápis,
Esquecidos sobre a mesa.
Tudo é prazer,
De estar sentado, de pegar num livro,
Tudo é ler, e tudo
Tudo é tão desleixado,
Tão complicado,
Tão de tudo a morte.
Tudo se os teus olhos fossem meus!
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