02 novembro 2024

Tudo

Tudo, tudo é morte

Sentindo

Tudo,

Tudo parece caminhar para o mar,

E de tudo o que me absorve, oiço a enxada do silêncio

Que desmata o corpo circunflexo da paixão,

E tudo é tão simples,

E tão infinitamente,

Complicado. Tudo


Caminha sem o saber, para o mar.

Tudo é tão derradeiro, tudo

É tão vazio, como o vazio da tua ausência. 

Tudo é uma pedra

Ou um lápis,

Esquecidos sobre a mesa. 

Tudo é prazer,


De estar sentado, de pegar num livro,

Tudo é ler, e tudo

Tudo é tão desleixado, 

Tão complicado,

Tão de tudo a morte.


Tudo se os teus olhos fossem meus!


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