Sobre o rio recusando beijar o
corpo, apenas
pertencer ao meu lado esquerdo e eu serei a terra toda dentro do sítio exacto
onde tenho o meu olhar, tocar na tua mão quase, milímetros quase
quilómetros de uma pedra na rua do teatro,
Sobre o rio recusando a casa não habituada não
habitada, os cigarros são de luz, migalhas de uma janela amada para o sótão,
mas
quase que morria sabendo que não têm corpo os poemas que te escrevi, e
acreditando que não leste nenhum deles, eu escrevia e
sentia sobre a secretária a ausência do soldado que não tinha nada a não ser,
muito sono.
Sobre o rio recusando beijar o corpo, apenas a
terra toda uma lâmpada destinada ao fracasso que não é uma janela nem tão pouco
ou de nada servir uma porta de fumo.
Será o pão sinónimo de poesia?
Depois sobre o rio recusando beijar o corpo, a
minha sombra vestida de primavera andorinha; para que servirá o açúcar do
poema?
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