Uma parede, quatro buracos,
Vazios,
Quatro buracos indefesos, e tão sós
Como só está esta parede.
Quatro janelas, na tal parede,
Fechadas até aos dentes, que nem o mar
se vê…
Os quatro mares onde caminhei,
Que não tinha buracos,
Que não tinha paredes…
Uma parede, quatro barcos,
Dançam na parede,
Quatro lâmpadas de néon,
Fundidas,
Sós sob o tecto da saudade.
E apenas uma parede,
Compreende,
A outra parede.
Tão sós.
Todas as paredes, quatro buracos…
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