não entendo os teus suspiros,
tão pouco entendo as tuas palavras
murmuradas,
inaudíveis,
não entendo o teu cabelo quando se
revolta contra mim,
não entendo os teus olhos, quando me
olham…
e parecem duas balas na minha direcção
a quererem-me matar.
não entendo a tua mão tão frágil e tão
robusta,
no verbo lutar,
no verbo
acreditar.
aliás,
não há nada que eu entenda, a não ser…
tentar entender, mas eu não entendo,
não entendo os teus suspiros!