24 novembro 2024

Chapelhudo

A terra absorve o abraço apertado do pecado, sol

solidão sol em poema, a poeira cósmica

dança

dizendo que o teu cabelo é sinónimo de luz,

dizendo,

noite tranquila a paixão do mundo, abraço

te e

feliz aquele que seduz o sombreado mar.


Corres sobre as lágrimas que a lua sémen deixou sobre a seara deste pobre homem não sombra, diria

o poeta que estas coisas do correr são,

outras coisas e outras pessoas e outras madrugadas.


E da terra a luz do seu centro mais secreto, a saia move-se entre dois traços e um abraço,

e a terra toda molhada na algibeira não sombra, também ela

uma outra coisa uma outra sombra, coisas sem nome.

A terra só neste infinito universo? Só

O homem do chapéu que um miúdo em Luanda

acreditava ser o chapelhudo, o salvador.

a terra toda molhada, não, não pertencer ao meu destino...


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