O azul da manhã
poisado na tela
silenciada da solidão
a encarnada dor nos
braços circunflexos dos plátanos
entre as pálpebras do
meio-dia
e os olhos do cansaço
o amarelo flor
dos lábios da preguiça
nos seios do rio
o azul da manhã
em barcos de papel
e papagaios de infância
quando o vento adormece
dentro do desejo
o azul
na tela da solidão
poisado em ti
dos olhos cansaço
as artérias entupidas de
palavras
e versos
e saudade
e azul da manhã.
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