Fui ver o oceano mar
que o inverno coração
tece nas montanhas da paixão
levitei sobre as rochas
cansadas de uma madrugada doente
e demente flor em
procissão no corpo teu das estrelas com sabor a chocolate
fui ver.… e permaneci em
tempos têmporas adormecidas dos cascos violentos...
tempestades e tormentos e
nas mãos tuas as delinquentes barcaças dos tecidos velas,
Será do teu corpo que
acorda a fome em palavras dispersas e vãs
que das teias de aranha
silêncios meus porque tenho lábios de areia
e boca de caverna sem
esconderijo ou amor ou amar dos versos embriagados
fui e desejo não
regressar às antigas ruas dos candeeiros dispersos
como as minhas folhas
transparentes de pergaminho voando sobre plátanos
e corpos nus brincando
numa praia imaginária,
Há beijos vendidos por
duas ou apenas três perversas rimas
beijos cansaços como
velhos farrapos de barcos aços
guindastes e seios de
xisto embalsamado que se suspendem nos socalcos da loucura
grito e rio sorrisos que
o Douro entranha
teu ventre uma penúria
montanha
cabisbaixo o púbis
fingindo ventos que me levam às cidades de granito...
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