Digamos,
Que nada é aquilo que
parece, digamos que posso ter e parecer,
Quando desaparecem as
pequenas lanternas que assombram a minha luz,
Digamos que nada acontece
por ter de acontecer, sabendo eu
Que talvez logo à noite,
Quando todos estiverem a
dormir, eu
Digamos
Que encontrarei o sorriso
que
Digamos,
Não tenho.
Digamos que estou
entalado entre um insignificante parêntesis recto
E
Um ausentado
Ponto de interrogação. Digamos
que escrevo aquilo que sinto e que muitas vezes, nada sinto
A não ser
Um pequeno formigueiro num
dos dedos do pé.
E o perfume que ouvi
dizer, digamos que depois do sono
Saberei encontrar,
Se é que eu existo ao
ponto de encontrar alguma coisa,
Digamos que só o silêncio
me é permitido, e digamos,
Sejamos francos e
honestos
Saberá o louco distinguir
um insignificante parêntesis recto
E
Um ausentado ponto de
interrogação?
Quando me pergunto, e
digamos que deixei de pertencer às coisas comestíveis da manhã,
Porque digamos que sempre
que
Não, ela não vem depois
das autenticas abelhas sonoras,
Deitarem-se sobre uma
cama de limalha,
Que digamos,
Só poderá pertencer ao
destino.
Digamos que não o sei…
Digamos que nunca
saberei,
A verdade.
Digamos, sejamos francos
e honesto,
Digamos que apenas quero
a verdade.
É verdade?
Digamos então, sejamos
francos
E
Honestos.
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