Tenho morrido muitas vezes, depois finjo que estou vivo,
nesta canção xistosa da montanha,
o sangue é tanto que jorra de cada
rocha, de cada sombra de cada pedra
há pássaros que não conseguem descolar
do chão,
há flores que não sabem voar, as flores
do meu jardim, que aos poucos
deixei de regar.
Tenho morrido a cada minuto de sombra, tenho
medo de te perder, quando na realidade, nada faço para te ter,
tenho medo do saber, do meu
saber
quando tenho consciência que quase nada
sei…
Tenho morrido muitas vezes, vezes
demais, depois
finjo
que vivo,
finjo.
Na arte de fingir.
Sem comentários:
Enviar um comentário