12 julho 2024

Tenho morrido muitas vezes, depois finjo que estou vivo,

nesta canção xistosa da montanha,

o sangue é tanto que jorra de cada rocha, de cada sombra de cada pedra

há pássaros que não conseguem descolar do chão,

há flores que não sabem voar, as flores do meu jardim, que aos poucos

deixei de regar.

Tenho morrido a cada minuto de sombra, tenho medo de te perder, quando na realidade, nada faço para te ter,

tenho medo do saber, do meu

saber

quando tenho consciência que quase nada sei…

Tenho morrido muitas vezes, vezes demais, depois

finjo

que vivo,

finjo.

Na arte de fingir.

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