09 julho 2024

Muitas coisas, nas estrelas sem infância, que correm nas mãos da alvorada, silêncio

Me pede

Desculpa pelo incêndio dos meus dedos.

 

Feliz a mulher, que é amada.

Feliz o homem, que ama a mulher que é amada, constelação simples, difusa no aspecto, distante, na imensidão; eu corro, desta porta,

Procurando desenfreadamente, a morte.

 

Morrer é talvez o processo mais simples da vida, e da felicidade.

(se eu morrer, muito feliz fico, deixo de sofrer, e de fazer, sofrer)

No jardim da tempestade, muitas nuvens de negro, poisadas nas mãos de deus, muitas coisas, nas estrelas

Quando somos alavancados pelo triste dia, de estar vivo.

 

Os cigarros são pássaros que cantam no meu peito, são janelas de sono, são galhos de pudor, e de tristeza, nos lábios da casa abandonada.

A porcelana pura é a tua pele brancura, são os teus dedos que procuram a geada na incandescente tarde; quase noite em mim.

Quase tarde, na minha morte.

 

Oh dia que não regressa a hora, levita em si e capaz de algumas alegações, dentro deste tribunal de viver, e fingir, e de nunca o ser,

Simplesmente, morrer.

Muitas coisas, pedaços de farrapo à procura da fome, e de um nome,

Foge daqui o silêncio,

E muitas coisas, são apenas lágrimas.

Ouve-se o teu olhar.

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