O meu corpo é um farrapo de insónia
os meus ossos são pedaços de tristeza,
que voam sobre as lápides da madrugada
o meu corpo gagueja, inventa manhãs de
alegria, em palavras
ou em outras madrugadas
o meu corpo é um farrapo mergulhado na
dor
é uma estrela negra, e fria
e não vê os sapientes da noite.
O meu corpo é um líquido comestível, ou
bebível
ou apenas poético.
O meu corpo é uma charrua que lavra o
vento
quando a chuva cai na eira de Carvalhais.
O meu corpo…
Não, eu já não tenho corpo.
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