outra galáxia com muitos
sonhos para fazer um outro dia
estrelas de espuma para a manhã
e o meu sono acorrentado não tem uma porta aberta para o chão
peço para fazer um desenho sobre a mesma hora
e sei que alguém esqueceu de abrir a morte do silêncio
outro mar engole o meu beijo
outro dia que não tem uma palavra para mim
outro dia que se esquece de acordar às nove horas para fazer um insecto
e voar até às sílabas dos teus lábios
outra galáxia de vidro e só
o meu corpo oceano está envergonhado
apetece-me correr e desistir de sentir o abismo
depois procuro o silêncio da paixão
sabendo que não dormem as borboletas no meu sonho
o dia, morre
o teu sorriso, acorda
Ribadouro, 08/05/5024
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