Eram vinte e cinco
Doze não sabiam que o eram
Três eram-no e acreditavam que não o
eram
Nove eram-no de facto
O outro que falta
Morreu enquanto fazia amor com uma
pétala de rosa
Eram vinte e cinco na totalidade
Depois da morte
O jardim começou a desfalecer
Tinha manhãs de febre
Tinha noites horrorosas em suores frios
Eram vinte e cinco
E apenas um
Um apenas sabia que o trevo se escondia
no campo
Eram vinte e cinco barcos neste oceano
de insónia
Dentro desta escuridão a que as árvores
apelidaram de tristeza
De solidão
De medo que os vinte e cinco barcos de
insónia…
Deixem de ser barcos
E passem a ser…
Gatos.
(Francisco)

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