Da janela sinto a pureza intacta do teu coração.
Acorda um pequeno sorriso
em teu cabelo
despe-se a claridade
e aos poucos
morrem as flores do meu
jardim.
Tudo é triste neste
jardim de miséria
onde até os pássaros têm
pedaços de chumbo nas asas…
Da janela vejo a luz do
teu coração
mulher-mãe que cresce
nesta árvore de silêncio.
O meu corpo desfalece na
tristeza de um velório…
E sou capaz de trazer na
mão
um punhado de pedras com
sabor a maresia
enquanto este navio morre
de tédio.
É tão puro o teu coração,
meu amor!
(Francisco)
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