Era uma vez um rio que quando acordava a noite se vestia de insónia
Era um rio com muitos braços
Com muitas mãos
Era um rio sem estória
Memória
Era um rio de vergonha
Quando passava sob a ponte.
Era uma vez um rio que transportava nos
olhos uma lágrima
Era uma lágrima quadrada
Era uma lágrima cansada
De amar uma outra lágrima.
Era uma vez um rio com pequenas palavras
curvilíneas
Que corria do cimo do papel
Até aos lábios do poema…
Era um rio vestido de insónia
Na presença do luar.
(Francisco)
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