Qualquer coisa estranha
na
flor que brinca em tua mão de porcelana
qualquer
coisa vã
ínfima
que
esconde o teu olhar,
Qualquer
coisa geometricamente sombra nos teus lábios
estranha
castanha
que
de nuvem em nuvem
caminha
e sonha e sonha e caminha,
E
morre estranhamente como um pássaro de asas em papel
qualquer
coisa estranha na tua mão branca
silenciosamente
só
tristemente
sentada numa cadeira sem coração...
que
vive em ti e de ti se alimenta.
(Francisco)
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