Dizimados pelo fogo incandescente
vejo o homem do chapéu negro partir
sem destino e timidamente escondido a sorrir...
O fogo encarna o meu olhar incompreendido e vacilante!
A música recorda-me o amanhecer
que em tempos eu compreendia a sua existência
meramente oportuna,
e cansado de observar, disperso no sonho, vejo a minha
fortuna,
vejo que o meu corpo espera simplesmente a hora de
falecer...
A canção que ouço, menina do mar, apaga-se
no meu esconderijo secreto e desconhecido!
(Francisco)
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