Há dias que nascem ao contrário
como a cidade dos sonhos
com ruas sem saída
e medos medonhos
há dias que nem chegam a nascer
e morrem
desaparecem dentro dos cubos de granito
infelizes e tristes que sofrem
as melodias assombradas da madrugada
há dias que são os dias de nada
dias simples em palavras desertas
há dias e dias e companhia limitada
dias de sofrer
dias capazes de me comerem antes do
pequeno-almoço
dias há entres dias e noites de escuridão
os dias sozinhos e tristes à deriva num
baloiço...
(Francisco)
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