Meu amor,
Quando os teus seios
dormem suspensos nos socalcos do Douro
E o rio se perde na
última curva do anoitecer,
Invento-te,
Escrevo-te…
Faço-o sem o saber,
Ou querer…
Sentir em mim as tuas mãos
de xisto lacrimejante,
Sentir em mim os teus
lábios de uva mendigando os meus lábios de luar…
Meu amor,
Quando o teu olhar se
esconde no Pôr-do-sol,
E uma gaivota alicerça-se
ao meu peito,
Sinto o teu perfume
vaiado sobrevoando todos os cadeados do teu corpo…
Ai… ai meu amor,
Este sol,
Este rio…
E estes barcos em papel,
Inventando sorrisos nas
lâminas da paixão.
(Francisco)
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