Abraço-me e acorrento-me à neblina
sabendo que quase a regressar da noite
anterior
a fotografia dos teus olhos
que vou receber através deste papagaio
de papel.
Abraço-me e finjo-me de poeta
vestido de mendigo quase só
quase sem-abrigo
quase uma palavra embrulhada no sono.
Abraço-me meu amor
à sombra madrugada
às vezes às vezes lágrima.
Abraço-me e acorrento-me à neblina
sabendo que quase a regressar da noite
anterior
a voz do teu cabelo.
(orgasmo
literário)
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