Gosto das tuas coxas.
Admitindo já que não sou um grande fã de
coxas, que prefiro mais uma mulher vestida de poesia, de cabelo em poema
Do que umas coxas, vestidas de mulher ou
disfarçadas de espelho matinal.
Mas pronto, gosto das tuas coxas e nada
mais há a fazer dentro deste pequeno círculo,
Os cento e oitenta graus e alguns
segundos do arco madrigal das amendoeiras em flor, com a tua lágrima na
fechadura deste medo de voar sobre o mar,
Fascinam-me.
Como as tuas coxas,
Me fascinam.
Mitologia do gaguejo que apenas as pedras
sabem a raiz quadrada de cento e quarenta e quatro…
Doze pássaros de sono, na credibilidade
do avô Domingos.
Os machimbombos vociferavam pastinha
elástica quase corrente eléctrica, quase fotão dentro dos teus olhos,
Que o poeta se confessa
Que ama:
A poesia da tua pele.
Gosto das tuas coxas!
Gosto das tuas coxas enfeitadas de
marfim, capim marginal que o meu corpo esconde,
Mas gosto mais da poesia que trazes
vestida,
Mas gosto mais,
Do teu cabelo em poema.
28/2/2024
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