Podias ser a palavra
que apedreja o meu olhar
podias ser o vento que constrói o meu
sonho
e não me deixa acordar
podias ser a madrugada disfarçada de
sentinela
podias ser o meu poema
podias ser a minha caravela
que brinca no mar
Podias ser o azul da voz
que escreve na minha mão
podias ser o outro lado da lua
quando a lua
é pertence do teu coração
podias ser a alegria
podias ser o pão
Podias ser o dia
podias ser Lisboa e o Tejo
podias ser todas as pontes
e todas as ruas
da minha cidade,
podias ser vergonha
de eu ter vergonha
podias ser a loucura
podias ser um campo de trigo
loiro como vento
nos braços da ternura
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