São os teus olhos, meu
amor, as lágrimas do amanhecer, são a dor nocturna de uma flor, que sofre,
E que sempre irá sofrer,
São os teus olhos, meu
amor, a manhã que rasga o cacimbo quando a chuva ainda é criança, e o vento,
esse, é o sorriso de uma pedrinha, da calçada que nos levará até ao rio…
São os teus olhos, meu
amor, a esperança, o jardim estrelar das tuas mãos, quase algodão, quase
palavra e poema,
São os teus olhos, meu
amor,
O desejar-te no silêncio
de uma cama.
03:47
Alijó
(acordei agora para
jantar; mas escrevo-o. Sinto-me cada vez mais feliz.)
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